← Voltar para tratamentos

Tratamento Medicamentoso da Dor

Medicamento é ferramenta, não é plano de tratamento. Digo isso logo no começo porque muita gente chega procurando o remédio certo, quando a pergunta melhor seria qual mecanismo de dor estamos enfrentando. Dor por inflamação, dor por nervo lesado e dor por sistema sensibilizado respondem a coisas diferentes. Prescrever sem definir isso é atirar no escuro.

Como eu decido o que prescrever

A escolha vem do raciocínio clínico, não de uma tabela fixa. Eu preciso entender o que dói, há quanto tempo, com que características, o que piora, o que melhora, como está o sono, quais medicamentos já falharam e em qual dose. Também preciso saber o que a pessoa espera, porque expectativa desalinhada arruína tratamento bom. Só depois disso a prescrição faz sentido.

As principais classes e o que elas fazem

O que eu não prescrevo e por quê

Não prescrevo fórmula manipulada para dor crônica. A composição costuma misturar várias substâncias em doses não padronizadas, sem que se possa saber o que está ajudando, o que está atrapalhando e o que está causando efeito adverso. Se algo funciona, eu quero saber exatamente o que é, em qual dose, para poder ajustar.

Também não trato dor com suplemento apresentado como solução. Corrigir uma deficiência documentada é medicina. Vender vitamina como analgésico não é. E não peço exame por reflexo: excesso de exame em dor crônica costuma encontrar achados que quase todo mundo tem, gerar susto e empurrar o paciente para tratamentos desnecessários. Dor não aparece em exame. Eu trato a pessoa, não o laudo.

Limites do tratamento medicamentoso

Remédio bem escolhido baixa o volume do alarme. Ele não ensina o corpo a se mover melhor, não corrige o sono, não trata medo de movimento e não desfaz sensibilização por conta própria. Por isso a medicação, na minha prática, entra sempre acoplada a exercício, ajuste de sono e educação em dor. Tirar a dor é relativamente fácil. Difícil é fazer o efeito durar.

O que esperar do acompanhamento

Espere ajustes. É comum precisar mudar dose, trocar classe ou combinar mecanismos ao longo do caminho, e é comum que a primeira tentativa não seja a definitiva. Nenhum medicamento é isento de efeito adverso, e parte do trabalho é encontrar o equilíbrio entre benefício e tolerância. O objetivo realista não é a ausência de dor, e sim recuperar função, sono e autonomia com a menor carga possível de medicação.

Veja também

Agende sua consulta

Sua dor tem causa — e tem tratamento

Avaliação especializada em coluna e dor crônica, com técnicas minimamente invasivas. Atendimento em Goiânia, presencial ou por teleconsulta.