Sou Normando Guedes Pereira Neto, neurocirurgião. Dedico minha prática a duas coisas: cirurgia da coluna por técnicas minimamente invasivas e tratamento da dor crônica. CRM-GO 31.728 · RQE 17.078. Atendo em Goiânia.
Um professor que virou médico
Se eu for honesto sobre a minha vocação, ela não é operar. É explicar.
Eu sou aquele tipo de pessoa que lê as duas primeiras páginas de história do livro — as que todo mundo pula para ir direto ao que interessa. Levo tudo a um nível de detalhe que às vezes atrapalha: não me contento em prescrever uma medicação, eu estudo a farmacologia dela. Não estudo uma doença, eu me enfio nela. Sou bom em guardar informação pitoresca, inútil e engraçada, e mineralizo a água do meu café todo santo dia.
Isso tem um lado ruim e um lado bom. O lado bom é que essa obsessão por minúcia é exatamente o que uma pessoa com dor crônica precisa encontrar quando chega ao consultório depois de já ter passado por vários médicos.
Formação
- Medicina — Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
- Residência em Neurocirurgia — Hospital São Lucas da PUCRS
- Pós-graduação em cirurgia endoscópica da coluna — Hospital Israelita Albert Einstein, 2025
- Pós-graduação em Neuromodulação — International Neuromodulation Society, 2023
- Estágios de aprofundamento em cefaleias, neuralgia trigeminal e dores craniofaciais — Sinpain, 2024–2026
- Doutorando em Neurociências — PUCRS
Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), da IASP (Associação Internacional para o Estudo da Dor) e da INS (Sociedade Internacional de Neuromodulação).
Onde atendo
- Neurocirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein e do Mater Dei Goiânia
- Responsável Técnico da Neurocirurgia dos hospitais HUGO e HMAP (gestão Einstein — SBIBAE)
- Professor da Pós-Graduação de Clínica em Dor da Afya e de Neurocirurgia na PUC-Goiás
Como eu trabalho
O neurocirurgião deve ser o mais conservador possível na indicação de tratamento. Mas eu preciso dizer a parte que quase ninguém diz: isso só é possível quando ele tem outras armas além da cirurgia.
Um cirurgião que só sabe operar vai encontrar motivo para operar. É humano. Por isso construí uma prática de espectro amplo — de bloqueios guiados por ultrassom, radiofrequência e ondas de choque até neuromodulação e cirurgia endoscópica. Quanto mais ferramentas eu tenho, menos eu preciso forçar qualquer uma delas.
Dor não aparece em exame. Então eu trato a pessoa, não trato o laudo. Isso não é uma frase bonita: é um método. Antes de olhar a sua ressonância, eu quero entender a sua história, o seu sono, o seu trabalho, o seu contexto emocional e familiar. Degeneração da coluna é igual ruga e cabelo branco — todo mundo tem ou vai ter com o tempo. Mas sentir dor nunca é normal, nem aos 95 anos.
E educação em dor não é um extra que sobra no fim da consulta. É o pilar. Se você entender bem o que está acontecendo com você, metade do tratamento já está encaminhada.
Regras que eu sigo
Rotina me protege de mim mesmo. Tenho rotina para posicionamento, para diluição de medicamento, para revisão de caso antes de qualquer procedimento. Quando abro exceção, quase sempre me arrependo — por isso sou rígido.
- Hérnia de disco com dor aguda, sem urgência neurológica, eu não opero. A história natural é favorável ao tratamento clínico, e eu respeito isso.
- Diagnóstico estranho me faz revisar tudo. É mais provável a apresentação atípica de uma doença comum do que a apresentação típica de uma doença rara.
- Qualquer evolução atípica é sinal de que algo está errado — principalmente piora clínica em pós-operatório.
- Sou médico de gente, não de laudo. Se o que se busca é um laudo, eu não sou o profissional certo.
E tem uma coisa que eu não considero vitória: paciente que retorna sempre. Seria receita previsível, e o paciente até sai satisfeito. Mas, para mim, é falha de tratamento. Minha vitória é dar alta.
Casos difíceis e refratários
Boa parte de quem me procura já passou por vários médicos e chega desacreditada. Já ouviu que era coisa da cabeça, que não havia mais o que fazer, ou que era para aprender a conviver.
Eu acredito na dor do paciente — e não desisto de aliviá-la. Não aceito diagnóstico barato: prefiro expor a dúvida, voltar, estudar e buscar a solução. Reviso os meus casos e aprendo, ativamente, com cada paciente que não melhora. Por isso dedico bastante tempo a cada pessoa.
O que eu trato
Minha atuação está organizada em três frentes, e você pode navegar por qualquer uma delas:
- Especialidades — os campos em que atuo: neurocirurgia, cirurgia da coluna, dor crônica, neuromodulação e cefaleias e dores craniofaciais.
- Doenças — as condições que trato, da hérnia de disco lombar e da estenose de canal lombar à neuralgia do trigêmeo e à dor neuropática.
- Tratamentos — o que eu ofereço e, igualmente importante, quando cada coisa não está indicada.
Se você prefere ler antes de decidir, os meus artigos são o lugar certo para começar.
Ensino, pesquisa e imprensa
Eu estudo todos os dias — da ciência básica aos guidelines mais recentes. Acho que a limitação mais séria da nossa profissão não é técnica: é que muito médico não sabe interpretar os estudos da própria área e não conhece os clássicos da literatura. Clássico é clássico porque explica o homem, e isso transcende o tempo.
Além do doutorado em Neurociências na PUCRS e da docência na Afya e na PUC-Goiás, publico artigos e participo de entrevistas na imprensa. Meu perfil também está na Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Onde me encontrar
No Instagram eu escrevo como falo, em @colunaedor. Para agendar, o caminho mais direto é o WhatsApp (62) 99637-0154 — atendo presencialmente e por teleconsulta, sempre com hora marcada.
Sua dor tem causa — e tem tratamento
Avaliação especializada em coluna e dor crônica, com técnicas minimamente invasivas. Atendimento em Goiânia, presencial ou por teleconsulta.