Cirurgia da Coluna
A coluna é o eixo do corpo e o canal por onde passam a medula e as raízes nervosas. Quando alguma estrutura dessa região comprime, irrita ou desestabiliza o sistema nervoso, a cirurgia entra como possibilidade — nunca como destino automático. Minha prática cirúrgica é dedicada à coluna, com preferência por técnicas minimamente invasivas. E minha primeira função na consulta não é planejar a cirurgia: é decidir, com você, se ela é mesmo a melhor ferramenta para o seu caso.
A pergunta certa não é "opera ou não opera"
A pergunta certa é: qual estrutura está gerando o seu sintoma, e o que realmente muda a história desse problema? Uma hérnia de disco lombar com dor no ciático melhora sem cirurgia na maior parte dos casos, com tempo e tratamento bem conduzido. Já uma mielopatia cervical em progressão é outra conversa: ali a medula está sendo comprimida e esperar tem custo neurológico. São dois problemas de coluna com decisões opostas. Quem trata os dois do mesmo jeito está errando em um deles.
Ser conservador exige ter outras armas
Eu defendo indicação cirúrgica restrita, mas essa postura só é honesta quando existe algo a oferecer fora do centro cirúrgico. Com bloqueios e procedimentos guiados por imagem, medicação bem conduzida e reabilitação levada a sério, muita gente que chegou com cirurgia marcada em outro lugar simplesmente não precisa operar. E quando precisa, a decisão fica mais tranquila para os dois lados — porque já se esgotou o que era razoável esgotar.
Minimamente invasiva não quer dizer "sempre melhor"
Técnicas minimamente invasivas e endoscópicas permitem incisões menores, menos agressão muscular e recuperação mais rápida. Funcionam bem quando o alvo é preciso: uma raiz comprimida, um fragmento de disco, uma estenose focal. Mas técnica nenhuma conserta indicação errada. Sou contrário ao uso de cirurgia endoscópica para dor lombar axial pura, sem radiculopatia — nesse cenário a promessa não se sustenta e o paciente termina frustrado. Quando oferecem solução fácil para um problema crônico, complexo e multifatorial, desconfie.
Problemas da coluna que eu avalio
- Hérnia de disco cervical e estenose de canal lombar
- Espondilolistese e instabilidade da coluna vertebral
- Fraturas da coluna vertebral
- Malformação de Chiari
- Dor após cirurgia da coluna
Cirurgia é um degrau, não é o destino
Tirar a dor é relativamente fácil. Difícil é fazer o efeito durar se você não fizer a sua parte. Uma cirurgia bem indicada resolve o problema mecânico; ela não devolve condicionamento, não conserta sono ruim e não desfaz o medo de se mover. Por isso o antes e o depois entram no plano desde a primeira consulta:
- Cirurgia minimamente invasiva da coluna, quando há alvo definido
- Radiofrequência e bloqueios para casos em que a dor tem origem articular ou facetária
- Educação em dor antes e depois do procedimento
- Cuidado multidisciplinar com fisioterapia e exercício — parte do tratamento, não acessório
Formação e onde eu opero
Residência em Neurocirurgia no Hospital São Lucas da PUCRS e pós-graduação em cirurgia endoscópica da coluna pelo Einstein (2025). Opero no Hospital Israelita Albert Einstein e no Mater Dei Goiânia, e sou responsável técnico da Neurocirurgia do HUGO e do HMAP (gestão Einstein — SBIBAE). Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. CRM-GO 31728 / RQE 17078.
Veja também
- Hérnia de Disco Lombar doenças
- Estenose de Canal Lombar doenças
- Espondilolistese doenças
- Mielopatia Cervical doenças
- Cirurgia Endoscópica da Coluna tratamentos
- Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna tratamentos
- Radiofrequência tratamentos
- Cuidado Multidisciplinar tratamentos
Sua dor tem causa — e tem tratamento
Avaliação especializada em coluna e dor crônica, com técnicas minimamente invasivas. Atendimento em Goiânia, presencial ou por teleconsulta.