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Neurocirurgia

Neurocirurgia é a especialidade que cuida do sistema nervoso — cérebro, medula, nervos periféricos e a coluna que abriga tudo isso. É um campo amplo, e ninguém faz o campo inteiro bem feito. Por isso prefiro dizer logo qual é o recorte da minha prática: eu me dedico à coluna vertebral e ao tratamento da dor. Não é neurocirurgia geral — não trato tumores cerebrais, aneurismas ou epilepsia. Quem precisa dessas áreas deve procurar colegas dedicados a elas. Ser específico não é limitação: é a única forma honesta de ter profundidade.

O sistema nervoso é, antes de tudo, um sistema elétrico

Temos que ter mais rigor no conteúdo do que na forma, então vou simplificar. O nervo é como se fosse um fio: a função dele é conduzir sinal. Quando esse fio é comprimido, esticado, inflamado ou machucado, o sinal sai errado — e o corpo traduz isso como choque, formigamento, queimação, fraqueza ou dor. Boa parte do meu trabalho é descobrir onde o fio está sofrendo, por que está sofrendo e o que precisa mudar para o sinal voltar ao normal. Às vezes a resposta é cirúrgica. Na maioria das vezes, não é.

O neurocirurgião mais conservador é o que tem mais armas

Existe a ideia de que quem procura um neurocirurgião sai com cirurgia marcada. Eu defendo o contrário: o neurocirurgião deve ser o mais conservador possível na indicação. Só que isso não é questão de boa vontade, é questão de recurso. Quem só tem bisturi enxerga cirurgia em todo lugar. Quando você tem bloqueios guiados por ultrassom, radiofrequência, neuromodulação e reabilitação séria à disposição, a cirurgia volta ao lugar dela: uma ferramenta entre outras, indicada quando é a melhor opção — e não quando é a única que o médico domina.

O contrário também é verdade, e é menos dito. "Cirurgia é sempre a última opção" é uma frase bonita que às vezes atrasa quem já deveria ter operado. Compressão progressiva da medula ou perda de força por uma raiz nervosa comprimida não espera. Nesses casos, a cirurgia deveria ser a primeira opção, e adiar custa caro em função neurológica.

Eu trato a pessoa, não trato o laudo

Ressonância de coluna de gente sem dor nenhuma costuma vir cheia de achados. Degeneração da coluna é igual ruga e cabelo branco: todo mundo tem ou vai ter com o tempo. Por isso imagem sozinha não indica cirurgia — o que indica é a correlação entre o que o exame mostra, o que você sente e o que o exame físico confirma. Dor não aparece em exame. E sentir dor nunca é normal, nem aos 95 anos.

Condições que eu avalio e trato

O que eu tenho a oferecer além da cirurgia

Formação e atuação

Médico formado pela UFPB, com residência em Neurocirurgia no Hospital São Lucas da PUCRS. Doutorando em Neurociências na PUCRS, professor de Neurocirurgia na PUC-Goiás e professor da Pós-Graduação de Clínica em Dor da Afya. Neurocirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein e do Mater Dei Goiânia, e responsável técnico da Neurocirurgia do HUGO e do HMAP (gestão Einstein — SBIBAE). Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), da IASP e da INS. CRM-GO 31728 / RQE 17078.

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